Cleber Abade comenta lance de pênalti cobrado em dois lances


Cleber Abade


Cleber Abade comenta lance de pênalti cobrado em dois lances



Fonte- Luis Fernando Benedito-Jornal Gazeta do Rio Pardo


 

No último dia 14 de fevereiro, a mídia esportiva mundial, comentou o pênalti do jogo em que o Barcelona bateu o Celta por 6x1 pelo Campeonato Espanhol. No lance o argentino Lionel Messi em vez de bater a penalidade direto para o gol rolou a bola para o uruguaio Luis Suárez que fez o gol. Sobre o lance falei com o ex-árbitro rio-pardense Cleber Wellington Abade.

 

Vale tocar a bola para um companheiro na cobrança de um pênalti?

Sim, vale. O lance passou a ser discutido bastante por ter sido protagonizado por Messi e Suarez. O tiro penal deve ser cobrado por um jogador identificado, não vale um atleta fingir que vai cobrar e outro chutar. A bola deve ser tocada para a frente, por exemplo, um chute para o gol ou um toque para o companheiro. Todos os atletas devem estar fora da grande área, atrás da linha da bola e a 9,15 m de distância, é por isso que existe a meia lua, para mostrar aos atletas a distância adequada (recordando: o ponto penal está a 11 m de distância do gol). Portanto, não importa se a bola foi tocada para alguém, mas sim se ela foi para a frente e se seu companheiro estava na distância adequada na hora do chute. Se o jogador tocar a bola para trás, deve ser marcado um tiro livre indireto em cima do ponto penal à favor da equipe adversária. Vez ou outra, vemos atletas fazendo isso. Cruyff o popularizou. Euller, o “filho do vento” fazia isso no América-MG.  Vale porém lembrar que durante a decisão de um jogo por pênaltis, o chute deve ser direito ao gol.

 

O lance em questão foi realmente irregular?

 

Sim o gol foi irregular. Se pegarmos o vídeo do gol, aos 52 segundos veremos que o atleta que marca o gol (Suárez) está a menos de 9,15m da bola. Já que a bola não entrou no primeiro chute, deveria ser marcado um tiro livre indireto no local da invasão. O árbitro poderia ter se consagrado demonstrando total conhecimento e controle geral da cobrança do tiro penal.

 





Publicada em : 07/03/2016, por Paulão



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